5 Livros – Para todos os Jovens

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Hoje é Dia dos Jovens! Parabéns pra você!

São considerados jovens as pessoas entre 15 e 29 anos, mas quem lê mantém o espírito sempre jovem.

Montando a lista, me peguei pensando sobre o que é literatura juvenil? E quando a gente passa a gostar de tramas mais complexas e refinadas ao invés dos clássicos contos de fadas? Não sei exatamente quando se dá a transição, ou se existem livros com faixa etária definida, mas separei alguns livros que na nossa opinião não podem faltar na sua lista, jovem leitor!

1. Belas Maldições, Terry Pratchett e Neil Gaiman

livros0006Dois dos meus autores favoritos, se juntaram e escreveram essa história que pode ser considerada infantil à primeira vista, mas só a perspicácia de um leitor experiente pode captar as incríveis piadas e inúmeras referências.

Segundo Agnes Nutter, o mundo vai acabar no próximo sábado. Crowley (demônio) e Aziraphale (anjo) têm que impedir que isso aconteça e para tanto, devem encontrar e matar o Anticristo que é um garoto de 11 anos, que parece ser boa gente.

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2. O Pistoleiro – Col. A Torre Negra Vol. 1, Stephen King

Capa O PistoleiroEscrito por King quando ele tinha apenas 19 anos, indico para quem quer entender um pouco como a cabeça de um dos mestres da literatura funciona.

O Pistoleiro conta a história de Roland Deschain, último descendente do clã de Gilead, e derradeiro representante de uma linhagem de implacáveis pistoleiros desaparecida desde que o Mundo Médio onde viviam “seguiu adiante”. Este livro é o primeiro dos sete volumes de série A Torre Negra, obra mais ambiciosa do escritor Stephen King.

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3. O Rei do Inverno – As Crônicas de Artur Vol. 1, Bernard Cornwell

o rei do invernoPara quem é fã dos clássicos, essa é uma história da Idade Média que até as garotas podem gostar, contada por um dos personagens que te pega pela mão e leva pra dentro de um trama envolvente.

O Rei do Inverno conta a mais fiel história de Artur, sem os exageros míticos de outras publicações. A partir de fatos, este romance genial retrata o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro britânico, que luta contra os saxões para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. “O livro traz religião, política, traição, tudo o que mais me interessa,” explica Cornwell, que usa a voz ficcional do soldado raso Derfel para ilustrar a vida de Artur. O valoroso soldado cresce dentro do exército do rei e dentro da narrativa de Corwell até se tornar o melhor amigo e conselheiro de Artur na paz e na guerra.

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4. O Apanhador no Campo de Centeio, J. D. Salinger

o-apanhadorQuando se fala nesse livro logo podemos embarcar em mistérios e teorias da conspiração, um tanto perturbador, mas aposto que você vai ficar vidrado até ultima letra.

Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois. Revela o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?

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5. Eu sou o mensageiro, Markus Zusak

eu sou o mensageiroCom um linguajar despojado e despretensioso, impossível não se identificar com as inseguranças de Ed, e sofrer junto com seus tropeços.

Markus Zusak, autor do best seller “A Menina que Roubava Livros”, nos fornece essas respostas bem aos poucos neste incomum romance de suspense, escrito antes do seu maior sucesso. O que se sabe é que Ed, um dia, teve a coragem de impedir uma assalto a banco. E que, um pouco depois disso, começou a receber cartas anônimas.

Coisas Frágeis, Neil Gaiman

Não conhecia Neil Gaiman e foi a Denise que me incentivou a ler. Comecei por Coisas Frágeis 1 (porque, obviamente, tem o 2), um livro de contos lançado em 2006, quando o autor participou da Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP).

Particularmente, não gosto muito de contos (e a ironia da vida é gostar de escrevê-los), pois tenho dificuldade para me concentrar e terminar o livro. Por isso, encaxei a leitura dos textos nas minhas idas e voltas de metrô para o trabalho, o que tornou o processo mais lento, mas efetivo.

Um ponto interessante do livro é a explicação que Gaiman dá antes dos contos, contando a história da história. O livro engloba um universo onírico onde Sherlock Holmes, Matrix, Nárnia, Punk Rock, Ficção Científica, entre muitos outros elementos, encontram-se para te dar uma experiência nova.

Neil Gaiman é mundialmente conhecido por Sandman (1989). Em 1998, o autor publicou Stardust, que ganhou versão nas telonas quase 10 anos depois. Outra participação de sucesso foi a co-produção do roteiro de Beowulf, ao lado de Roger Avary.

Os meus contos favoritos do livro são Estudo em Esmeralda (uma versão alternativa ao universo criado por Sir Arthur Conan Doyle) e O Pássaro-do-Sol (envolvente e encantador; inspiração para aqueles que amam uma história bem escrita).

Fica a dica para leitura e o convite para compartilhar o seu conto preferido!
Serviço
Título: Coisas Frágeis
Autor: Neil Gaiman
Editora: Conrad
Tradutor: Michele de Aguiar Vartuli
Número de páginas: 204 páginas

Deuses Americanos, Neil Gaiman

Eu não sabia o que esperar deste livro, estava na minha lista há muito tempo por causa do autor, mas eu não tinha a mais remota idéia do que se tratava. Eu só esperava muito.

Shadow é o nosso herói, e no sentido mais literal possível. Um homem simples, grandalhão, muitas vezes estúpido e algumas vezes surpreendentemente sábio. É um ex-presidiário, contratado por Wednesday como guarda-costas após um episódio trágico em sua vida, que lhe fez perder o chão e a vontade de viver. Wednesday por sua vez é uma figura obscura, especialista em trapaças e mentiras, que sai pelos Estados Unidos realizando visitas, e encontrando uma lista de figuras conhecidas por nós, como por exemplo um Leprechaun irlandês (que simpatizei imediatamente). Enquanto é arrastado nessa viagem, Shadow mais faz apanhar e se meter em encrencas do que proteger Wednesday como devia.

No meio de um pré-guerra entre os novos e velhos deuses, Shadow, que ainda se considera um cara comum, vai seguindo o fluxo sem entender muito bem pra onde vai, acredito que de uma forma bem próxima ao leitor, que tenta, mas não consegue adivinhar os possíveis rumos.

Nos dois lados dessa guerra estão os deuses da antiguidade, que foram de alguma forma trazidos para a América, dentro de alguma oração ou crença fervorosa, de algum lugar onde eram adorados e a eles dedicados os maiores esforços e melhores sacrifícios. E os novos deuses, que conhecemos muito bem (pode parecer piada, e provavelmente é), como a televisão, internet, eletrônica, etc… Que são adorados hoje, e a quem dedicamos nosso bem mais precioso, o tempo.

Gaiman escreve de forma leve e clara, e no início de cada capítulo há um trecho de música, poema, citação ou ditado popular que se conecta diretamente com o texto que vem a seguir. Muitas vezes li e reli essa parte pra depois conferir a relação com o capítulo.

É um livro para reflexão em vários níveis, nem me atrevo a sugerir que você leia se baseando no que acabei de escrever. Leia pela criatividade do Gaiman, para valorizar todo o estudo e pesquisa que ele realizou para criar essa obra cheia de referencias fantásticas.

Antes de ler Deuses Americanos, eu sugiro que você leia Coisas Frágeis (que a Amanda vai fazer a resenha!), um livro de contos do autor que cativa e encanta, e não tem os pequenos pecados permitidos nas longas narrativas.

Licença para um pequeno desabafo: Todas as vezes que li Neil Gaiman, me maravilhei no início, e depois da metade do livro eu tenho a impressão de que ele esfria. Parece que ele cansou da história e quer dar logo um fim. É uma pena, por que gosto muito do estilo, e admiro toda a sua inventividade. Em uma parte de Deuses Americanos, quando Shadow está refugiado em uma cidadezinha, é possível imaginar o próprio Gaiman, sentado em uma cabana, tentando descobrir o que fazer com o que já escreveu, indeciso entre queimar e terminar.

Em tempo: Obrigada a quem ajudou a escolher o livro na enquete. Memórias de Uma Gueixa foi o vencedor, já estou lendo e adorando! Resenha em breve.