Um Dia, David Nicholls

“Você é linda, sua velha rabugenta, e se eu pudesse
te dar só um presente
para  o resto da sua vida seria este.
Confiança.
Seria o presente da Confiança.
Ou isso ou uma vela perfumada.”

Um Dia, de David Nicholls, é um romance romântico que foi calorosamente recebido pelos leitores ao redor do mundo este ano, inclusive aqui no Brasil. Quando vi o cartaz de publicidade no metrô dizendo que o livro era sobre Um Dia, Vinte Anos, Duas Pessoas e uma história de amor mal resolvida, senti aquele gostinho amargo de identificação e me rendi à leitura.

O livro é, de fato, surpreendente. Te envolve e carrega página após página. Para as meninas, é a oportunidade de se enxergar no papel de Emma, apaixonada por alguém que não enxerga o seu amor, e avançar os parágrafos, querendo saber como a personagem – e porque não, amiga – lidou com o sentimento negligenciado.

Particularmente, Um Dia me fez puxar o freio de mão da vida e pensar que, assim como naquela história, muitos sofrem a lenta morte de seus sonhos enquanto assistem o sucesso chegar para quem segue a vida sem preocupações. (mas as preocupações devem existir, não devem?)

Livro da Denise, porque eu li emprestado e agora estou enlouquecida pra ter o meu.

Traduzido para o português por Claudio Carina, a narrativa é suave e se esquiva dos tradicionais clichês dos best-sellers românticos. É um livro para se ler no metrô, andando na rua, no sofá de casa, na casinha de sapê. Um livro que te acompanha despretenciosamente, te faz sorrir e até chorar.

Não é, no entanto, o tipo de história que se resume para um amigo no bar. O resumo possível de se extrair de Um Dia é aquele que a própria editora habilmente usou como slogan publicitário: Um Dia, Vinte Anos, Duas Pessoas. A história de Dexter e Emma é para ser descoberta e acompanhada. E o final – calma, eu não o contarei – o final é a última gota de realidade que faz transbordar o copo de ilusões que guardamos em cima de nossas mesas, nos fazendo perceber que a vida nem sempre é certa ou justa, mas é a única oportunidade que nós temos de ser feliz.

Leitura mais do que recomendada.

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8 respostas em “Um Dia, David Nicholls

  1. Estou lendo este! Ainda estou em 1993…
    Também estou sentindo essa maldita identificação com a personagem…
    Aquela coisa da segunda adolescência pior do que a primeira, com mais dúvidas, mais crises existenciais e desilusões que insistem em aparecerem, uma atrás da outra, como aqueles dominós caindo, sabe… É a imagem que vai ficando…
    Então, deixa eu ir terminar de ler o livro!

    [eu virando leitora-fã do blog]

  2. Oi Luana!
    Ficamos feliz que tenha gostado da Amora Literária 🙂
    Um Dia é realmente apaixonante, um daqueles livros que faz diferença na sua vida, seja porque a leitura é agradável ou porque ele te faz parar e pensar nos seus planos e sonhos.

    Esperamos te ver por aqui novamente!
    Um abraço,
    Amanda

  3. Pingback: Jogos Vorazes, de Suzanne Collins | Amora Literária

  4. oi meninas, vocês escrevem muito bem!
    Parabéns pelo blog!
    Coincidentemente vou começar a ler “Um Dia” amanhã, mando notícias.

    bjs

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